segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O mercado ERP


Olá pessoal!

Ser um consultor funcional ERP hoje é um grande negócio, excelente se você escolher o melhor do mundo, o Oracle :)

Mas falando sério, é um mercado em larga escala de crescimento com novas tecnologias sendo implementadas e mercados a serem
conquistados.

Como trabalho numa empresa grande, convivo com funcionais de vários ERP e podemos ter visões diferenciadas nesse meio.

O bom profissional conhece seu sistema, mas não deixa de enxergar outros ERP também, seus diferenciais, posição no mercado, entre outros. Nesse post, citaremos duas grandes empresas, SAP e Microsiga.

Hoje já se fala na estagnação do mercado de ERP. As empresas estariam partindo para alternativas mais sofisticadas, com o SOA, por exemplo. Porém, as empresas que ainda estão na liderança não concordam. A SAP, por exemplo, acredita que, ao contrário do que se imagina, ainda existe uma parcela do mercado que não foi conquistada por nenhum fornecedor.

Essas empresas, a maioria do setor público, contam com sistemas desenvolvidos internamente. Para a SAP, o atual momento econômico exige que elas partam para uma solução de gestão reconhecida. Muitas empresas fizeram IPOs (oferta pública inicial, do inglês, initial public offering) e agora precisam de mais transparência. Sistemas desenvolvidos internamente não cumpririam esse papel, fato que pode vir a manter aquecido o mercado de ERP.

A grande "sacada" do momento está em se fixar no mercado de pequenas e médias empresas, pois das grandes o mercado está quase saturado pela SAP e Oracle.

Segundo o instituto de pesquisas, Yankee Group, o ranking dos ERP no mercado de médio porte está com as seguintes posições, liderado por softwares nacionais:
  • MICROSIGA e DATASUL (Em julho de 2008 foi anunciada a incorporação da Datasul pela TOTVS, controladora da Microsiga, numa operação com valor aproximado de 700 milhões de reais)

  • ORACLE (Reforçada por PeopleSoft, Siebel e JD Edwards)

  • SAP

Marcas locais x Marcas Mundiais, o dilema

Essa dúvida requer muita análise. Marcas mundiais possibilita manter o controle mundialmente sobre seu ERP, enquanto que MRPs (planejamento das necessidades de materiais, do inglês material requirement planning) locais permite regularização com a legislação local, incluindo tais áreas “difíceis” como Folha de Pagamentos, Recursos Humanos, impostos locais, etc.

Oracle E-Business Suite Special Edition, Microsoft Dynamics, SAP mySAP or SAP B1 (Business One) – estes ERP estão localizados para o mercado brasileiro desde o ponto de taxas & legislação quanto a interface em Português e suporte de idiomas. Tais características como o suporte multi-moeda são comuns para todas as marcas líderes de ERP, entretanto o dilema da localização também inclui tais módulos específicos do país como Folha de Pagamentos & RH, Manufatura (relatório especial a autoridades de inspeção), Taxas municipais & estaduais.

Consolidação ERP

Foram 39 aquisições desde 2006. Na média, mais de 12 por ano. Uma por mês. O ritmo da Oracle impressiona. Mais do que isso, gera inquietações no mercado. De um lado, o arrojo e gigantismo da operação, de outro, o desafio da integração e da continuidade dos produtos adquiridos. A equação econômica dessas aquisições baseia-se no fato da Oracle continuar a desenvolver seus produtos. Além disso, a base instalada está sendo mantida, assim como o suporte aos clientes. Ou seja, continuar a desenvolver é fundamental. Todas as empresas que a Oracle adquiriu têm plataformas abertas.

Do ponto de vista da base instalada, é tudo facilmente integrado por meio das ferramentas de middleware. A Oracle Fusion possui uma plataforma de ferramentas integradas. O middleware é parte importante do Fusion. O middleware integra qualquer aplicativo que esteja embaixo de qualquer tecnologia. O E-Business Suíte está cada vez mais com as ferramentas do Fusion
totalmente integradas, assim como o Siebel e o PeopleSoft. Essa é a receita da Oracle para, ainda em 2009, ultrapassar a sua rival SAP na briga pelo mercado de ERP.

Espero ter ajudado a deixá-los mais integrados com nossa atual situação no mercado.
Até o próximo

post!
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