sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Oracle e SOA... amigos para sempre...



Hoje fui num Workshop da empresa em que trabalho a TIVIT, e como falamos muito sobre SOA(arquitetura orientada a serviços), resolvi colocar trechos de uma entrevista que o presidente da Oracle, Sílvio Genesini, fala justamente sobre o assunto para a revista ComputerWorld.

Segundo ele, ao contrário do que se imagina, o mercado de ERP está longe da saturação, o futuro está em arquiteturas arrojadas, flexibilidade e preço. Fala também das migrações, das novas aquisições e de seu maior concorrente, a SAP.

"No cenário brasileiro, as gigantes SAP e Oracle competem com outros dois fortes concorrentes: Totvs e Datasul. Estas, com a flexibilidade, o preço e o conhecimento do mercado de pequenas e médias empresas. SAP e Oracle, por outro lado, tem poder de investimento para se adequar a este novo mercado.

A Oracle vai ter uma componente maior de serviços. Mas sempre será prioritariamente uma empresa de produtos. A qualidade de seus produtos, ERP, banco de dados, infra-estrutura e SOA é o que faz a diferença. A Oracle passou a fazer na área de serviços o que a Oracle – e o mercado – chamam de On Demand.

A capacidade de duas questões: a Oracle processar e cuidar dos seus sistemas, sejam eles ERP ou a parte técnica. Isto porque na hora em que começarmos a falar de SOA, a complexidade passa a aumentar muito. Isto é um reconhecimento de que o dono do produto conhece sua complexidade e será mais efetivo em cuidar do sistema e tornar a vida do cliente mais simples.

Recentemente fizemos anúncio de todas as atualizações de nossas cinco linhas de produtos, JD Edwards, Peoplesoft e Siebel. Lançamos versões novas e terão versões subseqüentes. Neste momento, a decisão da Oracle é esta. Estes produtos estão sendo envolvidos por soluções SOA também.

A nossa postura em relação aos produtos que adquirimos é cuidar bem dos clientes e fazer com que se sintam bem. E que não tenham de tomar nenhuma decisão forçada. Na medida do possível. As duas preocupações principais eram o suporte e a evolução dos produtos, e acho que isto está razoavelmente bem resolvido.

A tecnologia futura da Oracle, que é a Fusion, será uma combinação destas tecnologias. Mas os clientes poderão migrar sem pressa, mesmo depois de lançado o Fusion.
A primeira versão do Fusion está prevista para 2008.

O mesmo quadro vale para outros países. Em geral, as duas linhas de produtos são muito boas e queridas pelos clientes. A coisa importante de dizer é que, do ponto de vista de tecnologia Oracle, é uma absoluta continuidade. A versão atual já tem pedaços grandes de SOA, portanto o processo de migração para Fusion será um processo bastante simples. E quem estiver em outras linhas, também poderá ir para solução SOA, numa passagem bastante simples e aos poucos.

Aliás, acredito que hoje um dos grandes desafios de sistemas ERP são como tratar a questão da migração. E acho que hoje nós temos uma solução melhor do que a concorrência, em que vamos chegar mais cedo na solução SOA e sem discontinuidade. O grande problema da SAP hoje é que 90% da sua base instalada está em versões antigas, com tecnologia proprietária,com muita coisa em ABAP. Para sair disto e ir para uma versão que seja Java, aberta, SOA, custa muito dinheiro. Isto significa que todos os clientes que estão nesta base vão migrar radicalmente? Provavelmente não.

O casamento com o dono do produto ERP é um casamento muito mais forte e difícil de ser desfeito.
O cliente SAP tem de pagar. Isto também significa que quem estiver nisto, vai ter de pagar um custo alto de implementação para poder sair. Então, a mudança da SAP de data para lançar a versão SOA dela é porque ela precisa, primeiramente, levar a base dela para uma situação intermediária para depois que ele faça um outro investimento para adoção de SOA.

Então acho que a Oracle tem dificuldades também, porque comprou vários produtos, mas vai fazer com que a solução seja mais simples, mais rápida e mais barata. Nosso objetivo é fazer com que as mudanças de versão sejam cada vez mais simples e mais rápidas e sejam automáticas. No fundo, quando você compra um ERP, você vira um sócio e cada vez que quiser mudar algo você tem de comparecer ao caixa de quem te vendeu e ainda fazer um projeto grande de implementação."


Até o próximo post!!!
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