quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Método da Condição de Divisão

Hoje tive um chamado que é interessante que todos tenham ciência, pois ocorreu quando o usuário tentou cancelar a NF.

Não foi no setup da condição de pagamento, na realização da ordem de venda, nem na geração da Nota.

Por isso, achei bem legal pesquisar a respeito. Ao criar o aviso de crédito de cancelamento, a opção Método da Condição de Divisão ficou habilitada:



E por mais que o usuário preenchesse todos os campos, o sistema não permitia que o aviso de crédito fosse gerado.


E a solução nestes casos, é a seguinte:

Utilizar a opção FIFO no campo Método da Condição de Divisão, pois a nota foi feita com condição de pagamento em parcelas.



É necessário o preenchimento deste campo, pois quando o Oracle calcula as parcelas da NF e o resto da divisão não é 0 (zero), geralmente a diferença é somada na última parcela da NF, neste caso, havia uma diferença de R$ 0,03, e para que o sistema calcule corretamente é necessário utilizarmos esse método de divisão.

Ex.: NF R$ 2.500,00, usando a condição de pagamento em 7 parcelas

R$ 2500,00 / 7 = R$ 357.1428571.......

Ao dividirmos as parcelas:

1ª parcela -> R$ 357,14
2ª parcela -> R$ 357,14
3ª parcela -> R$ 357,14
4ª parcela -> R$ 357,14
5ª parcela -> R$ 357,14
6ª parcela -> R$ 357,14

Para corrigir as parcelas, o Oracle acrescenta R$ 0,02 na última parcela para que a lógica seja aceita:

7ª parcela -> R$ 357,16


FIFO(First In First Out, primeiro a entrar, primeiro a sair) - Método de cálculo de custo.


Até o próximo post!!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Responsabilidades e Ordem de Venda

Você já sabe o que é ERP, o que é Oracle Applications, a que se destina, quais módulos existem, suas principais funções...

Agora vamos conhecer um pouco de sua interface gráfica:



O sistema utiliza o conceito de atribuição de Responsabilidades.

Entende-se por “Responsabilidade” um conjunto de Funções (Aplicativos), Relatórios ou Dados.

Significa que cada usuário terá acesso apenas às funcionalidades do Sistema relativas ao seu trabalho.

Vários usuários podem compartilhar uma mesma Responsabilidade: por exemplo, três pessoas têm a responsabilidade de “Usuário Geral do Módulo de Contas a Pagar”.

Da mesma forma, um único usuário pode ter múltiplas Responsabilidades,como por exemplo, a responsa- bilidade de “Usuário Geral do Módulo de Contas a Pagar” e “Usuário Geral do Módulo Cash”, ou ainda com outras mais.

O Oracle proporciona uma arquitetura de segurança estruturada na base de dados a partir dos perfis de usuário ou responsabilidades, permitindo o acesso às funcionalidades necessárias a cada colaborador. Uma responsabilidade determina os grupos de dados e/ou as funcionalidades ou menu específico que cada usuário pode acessar.


BOTANDO A MÃO NA MASSA, OPSSS, NO ORACLE!!!

Vamos começar com a ordem de venda.



A ordem de venda é o pontapé inicial para fazermos uma Nota Fiscal. O módulo OM (Maiores explicações, no post, abaixo) é responsável pela emissão de notas fiscais de Saída, as notas que serão emitidas como venda, entre outras.




Pré-requisitos:

Itens vendáveis ou não, configurados
Clientes cadastrados
Tipos de Transação de Pedidos
Condições de Pagamento
Configuração de Impostos
Listas de preços
Representantes
Regras de checagem de créditos

Aqui não vou te mostrar tela a tela, campo a campo, pois isso é procedimento padrão e muito simples de se aprender, quando você for realmente utilizar.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Oracle Eventos

Antes de pegarmos pesado em cada módulo, acho bem interessante mostrar, como está a Oracle lá fora, aqui vai uma dica bem legal!

Descobri o Oracle Eventos, uma boa forma de nos manter sempre atualizados de todos os eventos da Oracle acontecendo ao redor do mundo.

Tem o Google Mashup, que combina o evento com a localização mundial, conforme detalhes abaixo:




Você pode pesquisar eventos por palavra-chave ou ver pessoalmente as informações do evento pela web, através dos seguinte filtros:

  • Data
  • Idioma
  • Público-Alvo
  • Database
  • Middleware
  • Aplicações
  • Indústrias
  • Serviço

Há também um feed RSS para os eventos. O que faria este serviço ainda melhor é o iCal, um arquivo que você pode usar para importar eventos para o Outlook, ou um serviço de agenda na web.

Bom estudo e até mais!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Descrição dos principais Módulos

Integração entre os Aplicativos
Visão Account Payables


Exemplo tela Integração


Prá começarmos a explicação das integrações e entrar num módulo específico, primeiro vamos detalhar qual é o andamento dos principais módulos.

Consultei meu oráculo, ou seja, meu manual, hehehe, e acrescentei uns toques pessoais para ficar menos maçante!!!

Isso está mais para glossário do que qualquer outra coisa... rs*


Tudo começa no INV....

Inventory
Os módulos OM (Vendas) e PO (Compras), assim como outros módulos, podem usar os itens definidos no INV (Inventário). Se o item for designado como planejado, a demanda poderá ser gerada na forma de requisição e enviada para o PO, onde poderão ser criadas ordens de compra de imediato ou de forma parcelada, que ficam em aberto para repor os níveis do inventário.

Resumindo.... Esse é o estoque, onde os itens em estoque físico são informados, catalogados, e etc... onde realizamos requisições de compra, para reposição de ítens e também podemos planejar novas compras, conversando assim com o módulo de compras.


Exemplo tela INV

Order Management
Ordens de venda para o cliente são registradas no OM. As mercadorias são entregues aos clientes conforme definido pela ordem de venda. Depois que as mercadorias são entregues, as NFFs (notas fiscais) do cliente são enviadas para o AR (Contas a Receber) e os níveis do inventário são atualizados. Todos os clientes configurados no OM são compartilhados pelo AR e vice-versa.

Resumindo... Quando vendemos um produto a um cliente, é aqui que são feitas as ordens de venda, onde é consultado o item em estoque, reservado, separado, e entregue. Então a ordem de venda conversa com o módulo AR Billing, onde se transforma em NFF.

Exemplo tela OM
Account Receivables e Billing
O AR mantém informações sobre as NFFs recebidas do OM e de outras origens. As NFFs são enviadas aos clientes que, por sua vez, respondem por meio do envio de pagamentos. Você pode usar o AR para registrar os recebimentos nas contas dos clientes. Contas a receber, receitas e recebimentos de caixa possuem interface com o módulo GL (Contabilidade Geral).

Resumindo... É no Billing que as NFF vindas do OM recebem todos os impostos. São realizados descontos, acréscimos, cálculo de juros e etc. Você faz recebimento, controla a forma de como o recebimento é efetuado ou como foi realizado.


Exemplo tela AR

Purchasing
O PO obtém as informações contábeis contidas nas requisições e ordens de compra. As ordens de compra são enviadas aos fornecedores, que, por sua vez, respondem distribuindo mercadorias ou serviços e enviando NFFs que serão processadas no AP (Contas a Pagar). Durante o período contábil, as provisões de mercadorias definidas para contabilização de passivo após recebimento e as provisões para mercadorias e serviços definidas para contabilização de passivo no final desse período, são enviadas para o GL. Os fornecedores configurados no PO são compartilhados pelo AP e vice-versa.

Resumindo... É onde são realizadas as ordens de compra, recebe e também cria requisições. Tem o controle do fluxo de itens vindos dos fornecedores, se foram entregues e etc. Envia informações contábeis para o GL e também compartilha informações com o AP.

Exemplo tela PO

Account Payables
As NFFs do fornecedor são lançadas no AP e, se apropriado, vinculadas às ordens de compra correspondentes do PO. Durante o processo de vinculação, a classificação contábil da NFF é copiada da ordem de compra (no caso de uma despesa) ou da conta de passivo apropriada (no caso de um item de inventário). Contas a pagar, despesas e pagamentos possuem interface com o GL. As NFFs para compras de ativos fazem interface com o FA(Ativo Fixo).

Resumindo... Recebe informações do RI (Recebimentos Integrado – módulo responsável pelo recebimento das requisições e ordens de compra, solicitados pelo PO), mantém todo o controle de pagamentos realizados pelos fornecedores.

Exemplo tela AP
Fixed Assets
Os ativos do AP e de outras origens são mantidos no FA. São adicionados, processados, depreciados e, posteriormente, baixados. No final de cada período de ativo, as informações contábeis fazem interface diretamente com o GL.

Resumindo... É aqui onde os ativos da empresa são informados, catalogados e etc... recebem tratamento de depreciação, baixa de ativos, transferência dentre outras coisas.

Exemplo tela FA

General Ledger
O GL recebe informações contábeis de quase todos os módulos. Depois que essas informações são importadas, os lançamentos podem ser contabilizados e os saldos das contas atualizados. Durante sua implementação, uma das primeiras etapas a serem concluídas para a configuração de outros módulos é a criação de um conjunto de livros que consista em calendário contábil, moeda e plano de contas.

Resumindo... É coração da contabilidade, contabiliza todas as informações contábeis recebidas dos módulos.

Exemplo tela GL


No próximo post, irei explicar Payables, até lá!!!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Módulos de integração




O que é isso?

Módulo é a parte do sistema responsável por uma tarefa bem definida e que pode ser acoplado a um sistema para permitir ao mesmo executar uma tarefa.

Trabalha de maneira independente, porém se comunica com todos os módulos acoplados através de uma interface.


Interface.... hummm entendi, mas o que é uma interface?


É como uma fronteira de comunicação entre dois componentes de software, permite que seus recursos sejam utilizados, sem que detalhes de implementações sejam expostos.


Módulos do Oracle Applications

Buscam rever e integrar os processos de negócios de modo geral.

AP – Accounts Payables - Contas a Pagar
AR – Accounts Receivables - Contas a Receber
ASO – Oracle Quoting - Cotação
BOM – Bill of Material – Estrutura de Produto
BUDGET – Orçamento
CE – Cash Management - Fluxo de Caixa/ Reconciliação Bancária
CRM – Customer Relationship Management - Gerenciamento de Cliente
FA – Fixed Assets – Ativo Fixo
GL – General Ledger – Contabilidade
HR – Human Resouces – Recursos Humanos
INV – Inventory – Inventário
I-EXPENSE – Relatório de despesas
I PROC – I Procurement – Requisição de Materiais via Internet
I TIME – Apontamento de Horas
MRP – Material Resources Planning – Planejamento de Materiais
OKS – Oracle Contracts Services – Contrato de Serviços
OFA – Oracle Financial Analyzer - Orçamento Analítico
OM – Order Management – Administração de Vendas
OSO – Oracle Sales OnLine – Vendas
PAC – Package Average Cost – Custo Médio
PO – Purchase Order - Compras
PROJECT BILLING – Faturamento de Projeto
PROJECT COSTING – Custo de Projeto
PROJECT MANUFACTORING – Execução de Projeto
RI – Recebimento Integrado
WIP – Work in Process - Ordem de Produção



Esse mundo é gigante, faço um convite a quem quiser entrar!!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Afinal... o que faz esse tal de ERP?

Integração - Visão Vendas


Imaginem um produto, de venda ou não... Pensem em seu fluxo de vendas, desde a produção até o pagamento.

Imaginou?

Abaixo descrevi algumas questões relacionadas a negócio que fazem as empresas arrancarem os cabelos acaso não tenham sincronia nessas informações:

Quando, quanto comprar de cada produto?
Quando, quanto produzir de cada produto?
Quem e onde irá produzir?
Tenho material para produzir?
Qual será o custo?
Quem são meus fornecedores?
Tenho material já produzido em estoque?
Tenho cliente para vender?
Quem é meu cliente?
De onde vem?
Para que estado vou vender?
Que impostos devo cobrar ou reter?
Que tipo de pagamento será realizado?
Quais condições este pagamento usará?
Qual método de pagamento será utilizado?
Qual banco?
Que conta?
Foi realizado o pagamento?
O pagamento foi contabilizado?
Que informações contábeis tenho a respeito?

Da origem das peças que fabricam uma caneta, seu estoque, sua venda, o pagamento de clientes e fornecedores até sua contabilização.

O ERP veio para integrar todas essas informações em tempo real, garantindo a sincronia dos departamentos da empresa através da informação.

É estudado o foco da empresa, industria, seja comércio, prestadora de serviços ou um conjunto dessas atividades. Então o sistema é configurado para que se adeque às suas necessidades. É então definido os módulos de utilização. Abrangindo desde a comercialização ou não do produto até o controle contábil dele.

No próximo post, vou comentar sobre esses módulos!!!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Integração entre módulos, o que é isso?


Visão geral da integração entre os módulos

Quando se pensa num sistema integrado, pensamos em reunir informações num só lugar, funcionalidades que suportam as atividades dos diversos processos de negócio da empresa. Recorrendo o mínimo possível a sistemas externos.

O ERP da Oracle, como a maioria dos ERP´s, é composto por uma base de dados única e por módulos que suportam diversas atividades das empresas.

Os dados utilizados por um módulo são armazenados na base de dados central, para serem manipulados por outros módulos.

Essa característica modular permite que cada empresa utilize somente os módulos que necessite e possibilita que módulos adicionais sejam agregados com o tempo. Em seguida, para cada módulo, são feitos ajustes nas tabelas de configuração para que o sistema se adeque da melhor forma possível aos novos processos de negócio.

Na implantação de um sistema ERP Oracle, a customização é um compromisso entre os requisitos da empresa e as funcionalidades disponíveis no sistema. Inicialmente, na maioria das vezes, os processos de negócio das empresas precisam ser redefinidos para que seus requisitos se aproximem das funcionalidades do sistema.

Acima, um exemplo da integração dos módulos.


Que sigla é essa?


ERP (Enterprise Resource Planning) - Arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa, como fabricação, logística, finanças e recursos humanos.

Nos próximos post, vou comentar sobre suas funcionalidades.

Bem vindo ao meu mundo... Sistemas Integrados!!!


Montei esse espaço para falar sobre sistemas integrados, mais específicamente da ferramenta que eu trabalho e adoro:
Oracle Applications!

O que é isso???

Oracle Application ou E-Business Suite, é uma solução completa para o desenvolvimento, integração e implantação de aplicações para a empresa, portais, e serviços da Web.

Baseado num servidor J2EE, oferece funcionalidades de business integration, business intelligence e portais de softwares corporativos.

Fundamental no mundo SOA, oferecendo funcionalidades e ferramentas de desenvolvimento para todo o ciclo de implementação. A solução envolve ESB, BPEL PM, Workflow, BAM, Rules, B2B, MDM, Registry e SOA Governance.

Os Aplicativos constituem uma família totalmente integrada de produtos de aplicação que compartilham apresentações e comandos comuns.

Que siglas são essas???

B2B - (Business to Business) - Forma de e-business onde empresas estabelecem relacionamento de negócios, com certo nível de acoplamento eletrônico.
BAM (Business Activity Monitoring) - Ferramenta de monitoramento que permite a análise, através de gráficos e dispositivos visuais, do andamento dos processos de negócios.
BPEL PM (Business Process Manager) - Processo de negócios que interage com webservice.
ESB (Enterprise Service Bus) - Mediador de customizações em serviços de mensagens.
J2EE (Java2 Platform Enterprise Edition) - Tecnologia que torna possível projetar, desenvolver, empacotar e implantar aplicações empresariais baseadas em componentes.
MDM (Master Data Management) - Aplicação de software com modelos de dados pré-definidos, fluxos de trabalho e processos empresariais pré-carregados.
REGISTRY - Design pattern (padrão de projeto) que possibilita o acesso a informações globais e / ou que não dizem respeito ao estado de um objeto em particular.
RULES (Business Rules Engine) - Permite avaliar e desenhar as mais complexas regras de negócio.
SOA (Service Oriented Architecture) - Estratégia que proclama a criação de todos os ativos de software de uma empresa via metodologia de programação orientada a serviços.
SOA Governance - Um framework que combina a flexibilidade de SOA com o controle e previsibilidade da arquitetura tradicional de TI.
WORKFLOW - Seqüência de passos necessários para que se possa atingir a automação de processos de um negócio.

Nos próximos post falo mais desse mundo....